Nos dias 3 e 4 de dezembro, aconteceu em Bilbao o Healthy Workplaces Summit, um encontro que reuniu mais de 400 profissionais de Segurança e Saúde no Trabalho, especialistas europeus, decisores políticos e parceiros sociais para debater como a digitalização e a automação, impulsionadas pela Inteligência Artificial (IA), estão a transformar o mundo laboral. A APSEI teve a honra de estar presente através da Revista PROTEGER, enquanto media partner das campanhas da EU-OSHA, reforçando o seu compromisso em promover ambientes de trabalho seguros e saudáveis.
Durante dois dias intensos, houve sessões paralelas que abordaram temas como, os desafios e oportunidades da era digital, desde a reorganização do trabalho e os riscos emergentes em ambientes tecnológicos, até à participação ativa dos trabalhadores na implementação segura dessas tecnologias. A saúde mental e os riscos psicossociais, cada vez mais relevantes no contexto remoto e híbrido, também estiveram no centro das atenções, assim como as implicações legislativas e éticas da digitalização, incluindo IA e proteção de dados.
As intervenções dos líderes europeus trouxeram reflexões marcantes. Li Andersson, Presidente da Comissão do Emprego e dos Assuntos Sociais do Parlamento Europeu, alertou que os problemas de saúde mental já ultrapassam os relacionados com lesões músculo-esqueléticas. Kris De Meester, Presidente do Grupo de Saúde e Segurança da BusinessEurope, destacou a importância da confiança e do respeito em todas as dimensões do trabalho, lembrando que a tecnologia deve ser um aliado e não um fator de desumanização.
O evento contou com a cerimónia dos Healthy Workplaces Good Practice Awards, que premiou organizações com iniciativas exemplares, e com a apresentação da próxima campanha europeia (2026-2028), dedicada à saúde mental no trabalho. Como sublinhou Michael Gillen, Presidente do Conselho de Administração da EU-OSHA, “Perguntem a quem está ao vosso lado — no trabalho ou em casa — estás bem?”. Uma questão simples, mas essencial.
Enquanto media partner, a APSEI teve acesso a momentos exclusivos, incluindo uma entrevista coletiva com William Cockburn, Diretor Executivo da EU-OSHA. Questionámos sobre o alinhamento europeu em matéria de SST e o papel dos media partners no apoio às empresas com maiores desafios. William Cockburn destacou que, apesar do compromisso generalizado, persistem diferenças entre Estados-Membros, sobretudo devido à composição setorial e aos recursos disponíveis. Sublinhou ainda que os países nórdicos continuam a liderar investimentos e a promover o diálogo social, modelo que inspirou a abordagem europeia. Para apoiar a convergência, a EU-OSHA disponibiliza ferramentas como o Barómetro OSH, que permite comparar políticas, recursos e resultados entre países. Enquanto países com mais recursos valorizam sobretudo dados e análises sobre tendências e riscos emergentes, os menos dotados recorrem às orientações e ferramentas práticas da EU-OSHA. William Cockburn reforçou ainda que o envolvimento dos parceiros mediáticos e dos pontos focais nacionais é essencial para aumentar a sensibilização e promover boas práticas.
Outro momento exclusivo foi a entrevista à Amarsul, empresa portuguesa responsável pela gestão de resíduos sólidos urbanos na Península de Setúbal e uma das organizações distinguidas nos Healthy Workplaces Good Practice Awards. A Amarsul foi reconhecida pela adoção de tecnologias digitais inovadoras, como sensores e dispositivos vestíveis, que monitorizam a saúde dos trabalhadores e emitem alertas para prevenir incidentes graves. Na conversa com Sérgio Bastos (Administrador Executivo) e João Alexandre (Head of Sustainability & SHEQ Manager), acompanhada por Emília Telo, ponto focal nacional, ficou claro que a motivação para este investimento foi simples e poderosa: evitar o peso de lamentar um acidente que poderia ter sido prevenido. A empresa assumiu que os riscos não podem ser eliminados, mas podem ser controlados, garantindo que qualquer ocorrência não evolua para um acidente grave.
O crescimento da Amarsul trouxe novos desafios e riscos acrescidos, tanto na atividade industrial como nas operações na via pública. Apesar da forte aposta em formação e prevenção, a empresa percebeu que precisava de inovar e integrar tecnologias que reforçassem a segurança. Este projeto contou com uma equipa dedicada e envolvimento dos trabalhadores, mas é importante sublinhar que a cultura de segurança da Amarsul vai muito além desta iniciativa: inclui sessões presenciais com a Administração, encontros nos locais de trabalho e participação em eventos internos, práticas que ocorrem regularmente e demonstram um compromisso contínuo com a segurança e o bem-estar, desde o topo da organização. Para a empresa, este prémio nacional é um reconhecimento aos trabalhadores e um incentivo para continuar a procurar constantemente novas formas de melhorar. Como destacou Emília Telo, este resultado é fruto de um trabalho consistente e da procura contínua por melhorias. A experiência da Amarsul já despertou o interesse de outras empresas, mostrando o potencial de replicação destas boas práticas.
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